terça-feira, 26 de janeiro de 2010

500 days of summer


"She's got you high and you don't even know yet.."




"Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day he met the one."

A última frase pode perfeitamente descrever cada um de nós, nem que seja nos dias em que a falta de controle sobre tudo o que ocorre à nossa volta se evidencia. Uma coisa sobre seres humanos é que não fazemos a mínima ideia de como dar valor à única oportunidade que nos foi dada de vida. Incapazes de uma contínua satisfação com os pormenores de todos os dias, encontramo-nos constantemente à procura de novos elementos que reavivam um sentimento de alegria. E quando encontrando, passado algum tempo, mesmo este se torna mundano. Confiamos assim a buscar pela felicidade num único factor que não temos. Factor este que preenche grande parte dos nossos pensamentos.
O único problema desta solução, que por escrito se torna bastante simples, é como é que tal pressuposto se torna concretizável, quando as possibilidades de intersecção entre o conjunto pelo qual sentimos um incontrolável desejo de atracção e o conjunto de quem sente o mesmo por nós são tão mínimas?
Além do mais a tentativa de aproximação com alguém é perfeitamente masoquista, cheio de receios, medos, e análises vezes sem conta de como proceder, ou de como deveríamos ter procedido. Varias hora de auto-análise, de esperanças infundáveis e outras de desistências.

Bem... talvez um dia tudo valha a pena.


sábado, 26 de dezembro de 2009

Já foi

E é bom quando o presente começa a escorregar naturalmente e subtil para o passado, deixando cada coisa no seu devido lugar.



O cansaço do momento, quando não é excitante, faz com que pensemos muitas vezes que não vale a pena tanto esforço, mas depois quando finalmente nos conseguimos distanciar dos acontecimentos conseguimos ver com mais clareza os frutos do ontem.

Por vezes bons por vezes maus e é ai que nos questionamos sobre os "se" que flutuam nas ondas do mar navegado e sem retorno: "e se eu tivesse sido mais simpatica...", "e se eu tivesse ido...", "e se eu não tivesse dito aquilo, tivesse ficado calada" tudo teria sido diferente, é verdade. Mas é impossível prevermos o que aconteceria se tivessemos a oportunidade de mudar uma vírgula que fosse do nosso passado. Os resultados podiam ser ainda piores!



Resignamo-nos, então?

Eu vou-me deixar ficar pelo passado...



(pelo menos por hoje.)

Maria Ofélia

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

(e se ela sente, eu também sinto!)

Livro












Sinto,
não me perguntes porquê,
mas hoje sinto uma onda de optimismo.
Não me perguntes porquê,
mas sinto
e quero sentir
e apetece-me, simplesmente, ir para baixa e falar com pessoas.
A baixa, porque era onde estavamos sempre,

a ver pessoas...

Mas tenho que estudar.
Mas com isso nem me importo muito,
porque sinto mais,

sinto que agora estamos cheias de possibilidades.


by Ofélia
(espero que não fiques muito zangada)