terça-feira, 21 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Educação Sentimental
"Para quem faz do sonho a vida, e da cultura em estufa das suas sensações uma religião e uma política, para esse, o primeiro passo, o que acusa na alma que ele deu o primeiro passo, é o sentir as coisas mínimas extraordinária e desmedidamente. Este é o primeiro passo, e o passo simplesmente primeiro não é mais do que isto. Saber pôr no saborear duma chávena de chá a volúpia extrema que o homem normal só pode encontrar nas grandes alegrias que vêm da ambição subitamente satisfeita toda ou das saudades de repente desaparecidas, ou então nos actos finais e carnais do amor; poder encontrar na visão de um poente ou na contemplação de um detalhe decorativo aquela exasperação de senti-los que geralmente só pode dar, não o que se vê ou o que se ouve, mas o que se cheira ou se gosta – essa proximidade do objecto da sensação que só as sensações carnais – o tacto, o gosto, o olfacto – esculpem de encontro à consciência; (…)”Educação Sentimental,
In Livro do Desassossego
Por Bernardo Soares
Tags:
experiências,
pensamentos,
pessoa,
sentimentos
quarta-feira, 14 de julho de 2010
People intrigue me the most
"I don't propose to discuss politics, sociology, or metaphysics with you. I like persons better than principles, and I like persons with no principles better than anything else in the world."
The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde
The Picture of Dorian Gray, Oscar Wilde
sábado, 10 de julho de 2010
.
"right birds can fly so high
and they can shit on your head
yeah they can almost fly into your eye
and make you feel so scared
but when you look at them
and you see that they're beautiful
thats how i feel about you"
sexta-feira, 9 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Aprender no bar e curtir nas aulas?

Será um lema de algum estudante trabalhador num bar em part time? Não. É uma ideia de um professor catedrático vencedor do Prémio Pessoa e fundador de uma das mais reputadas empresas nacionais, a YDreams. Num país em que até há bem poucos anos parecia bem dizer-se que havia doutores a mais e que a educação era um luxo caro e uma área em que era preciso poupar, António Câmara fala à Aula Magna de atitudes diferentes face ao ensino superior.
A ideia de que estudar só pode ser um prazer ou, então, não faz sentido não é nova, mas parece que custa a entrar. Parece que sobrevive ainda a ideia de que o saber é algo de chato e que o bar é o lugar da pura desbunda em que os estudantes fogem da seca das aulas. Talvez ainda haja demasiados estudantes em Portugal quem estão a estudar o que os papás quiserem e não o que eles queriam. Talvez ainda haja demasiados estudantes a tirar um canudo em vez de aprenderem o que gostam. «Deviamos apostar no conhecimento ou na riqueza?» António Câmara no seu livro Voando com os pés na terra, explica como esta questão esteve em discussão em 1548. Diz ele: «A maioria inclinou-se para a riqueza e os resultados são conhecidos». Dizemos nós que Portugal, na sua sede de riqueza, nos séculos seguintes, conseguiu transformar-se num dos países mais pobres da Europa. Faltou o conhecimento.
Assim, da mesma forma que as pessoas que apostam em cursos de que não gostam hão-de ser maus profissionais, também os países que encaram as universidades e o saber como um luxo em que é preciso poupar se têm mantido subdesenvolvidos.
Afinal, aprender no bar e curtir nas aulas será irresponsável? Ou não serão os marrões e os poupadinhos da educação os irresponsáveis?
Certo é que não faltam estudantes com criatividade. (...) Onde estão as universidades e os politécnicos para realizar todo esse potencial?
A ideia de que estudar só pode ser um prazer ou, então, não faz sentido não é nova, mas parece que custa a entrar. Parece que sobrevive ainda a ideia de que o saber é algo de chato e que o bar é o lugar da pura desbunda em que os estudantes fogem da seca das aulas. Talvez ainda haja demasiados estudantes em Portugal quem estão a estudar o que os papás quiserem e não o que eles queriam. Talvez ainda haja demasiados estudantes a tirar um canudo em vez de aprenderem o que gostam. «Deviamos apostar no conhecimento ou na riqueza?» António Câmara no seu livro Voando com os pés na terra, explica como esta questão esteve em discussão em 1548. Diz ele: «A maioria inclinou-se para a riqueza e os resultados são conhecidos». Dizemos nós que Portugal, na sua sede de riqueza, nos séculos seguintes, conseguiu transformar-se num dos países mais pobres da Europa. Faltou o conhecimento.
Assim, da mesma forma que as pessoas que apostam em cursos de que não gostam hão-de ser maus profissionais, também os países que encaram as universidades e o saber como um luxo em que é preciso poupar se têm mantido subdesenvolvidos.
Afinal, aprender no bar e curtir nas aulas será irresponsável? Ou não serão os marrões e os poupadinhos da educação os irresponsáveis?
Certo é que não faltam estudantes com criatividade. (...) Onde estão as universidades e os politécnicos para realizar todo esse potencial?
António Câmara,
in Aula Magna
in Aula Magna
sábado, 3 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Post Secret
"Every single person has at least one secret that would break your heart. If we could just remember this, I think there would be a lot more compassion and tolerance in the world.”
PostSecret is an ongoing community art project where people
mail in their secrets anonymously on one side of a postcard.
http://postsecret.blogspot.com/
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
A sala escura e cheia de gente empurrou os nossos corpos um contra o outro e, quando dei por mim, embalados por aquela voz rouca e quente vinda das colunas da aparelhagem, tinha a minha mão encostada à tua, o meu pescoço encaixado no teu ombro e não havia um centimetro do meu corpo que não sentisse o teu (e o desejasse). Queria que naquele instante me tivesses olhado e bebido a minha alma com a avidez que eu desejava beber a tua e que tão harmoniozamente, como os nossos lentos movimentos compassados, ambas se fundissem e se espalhassem pela sala, sem corpo, sem barreiras, sem desejos.
Mas não me olhaste e passado pouco tempo (pareceram me segundos) de novo fomos afastados, como se os nossos corpos não tivessem vida própria, arrancados um do outro para sentidos opostos. Não creio que quisesses, tal como eu não quis, não creio que sentisses, tal como eu senti.
Dei uma volta rápida à sala, peguei num copo de vinho e voltei para ao pé da aparelhagem. Passamos, assim, a noite lado a lado, perto das colunas de onde vinha a voz roca e quente, sem dizer uma palavra, passeando os olhos pela sala, desviando os olhos de ti, de mim. Trocadas algumas palavras por força da ocasião, seguiu-se o silêncio, não dele, meu. Perdi a fala.
sábado, 20 de março de 2010
"Life is messy, yeah? All these unrelated events — inane, monotonous, trivial — threaded together by time. When you die, someone ties the thread together, maybe even in a bow, but there's still no shape to it. And without shape, there is no meaning. Most lives are shapeless, and that's OK, because you know what else is shapeless? The night sky — or it would be if someone hadn't drawn Orion and Pegasus and Cassiopeia onto heaven's canvas."
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Bago a bago adocico o meu desejo de ti, letra a letra construo o nosso alfabeto e página a página escrevo o nosso livro.
Enquanto te espero, enquanto te sonho, enquanto te quero.
E quando não quiser, quando não sonhar, quando não esperar mais, encerro o nosso segredo nas estrelas e nelas ele viverá.
Até que um dia, uma sobrevivente, que sabe, volte a esperar-te, a sonhar-te, a querer-te...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
500 days of summer
"Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day he met the one."
A última frase pode perfeitamente descrever cada um de nós, nem que seja nos dias em que a falta de controle sobre tudo o que ocorre à nossa volta se evidencia. Uma coisa sobre seres humanos é que não fazemos a mínima ideia de como dar valor à única oportunidade que nos foi dada de vida. Incapazes de uma contínua satisfação com os pormenores de todos os dias, encontramo-nos constantemente à procura de novos elementos que reavivam um sentimento de alegria. E quando encontrando, passado algum tempo, mesmo este se torna mundano. Confiamos assim a buscar pela felicidade num único factor que não temos. Factor este que preenche grande parte dos nossos pensamentos.
O único problema desta solução, que por escrito se torna bastante simples, é como é que tal pressuposto se torna concretizável, quando as possibilidades de intersecção entre o conjunto pelo qual sentimos um incontrolável desejo de atracção e o conjunto de quem sente o mesmo por nós são tão mínimas?
Além do mais a tentativa de aproximação com alguém é perfeitamente masoquista, cheio de receios, medos, e análises vezes sem conta de como proceder, ou de como deveríamos ter procedido. Varias hora de auto-análise, de esperanças infundáveis e outras de desistências.
Bem... talvez um dia tudo valha a pena.
O único problema desta solução, que por escrito se torna bastante simples, é como é que tal pressuposto se torna concretizável, quando as possibilidades de intersecção entre o conjunto pelo qual sentimos um incontrolável desejo de atracção e o conjunto de quem sente o mesmo por nós são tão mínimas?
Além do mais a tentativa de aproximação com alguém é perfeitamente masoquista, cheio de receios, medos, e análises vezes sem conta de como proceder, ou de como deveríamos ter procedido. Varias hora de auto-análise, de esperanças infundáveis e outras de desistências.
Bem... talvez um dia tudo valha a pena.
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