sábado, 3 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Post Secret
"Every single person has at least one secret that would break your heart. If we could just remember this, I think there would be a lot more compassion and tolerance in the world.”
PostSecret is an ongoing community art project where people
mail in their secrets anonymously on one side of a postcard.
http://postsecret.blogspot.com/
quinta-feira, 25 de março de 2010
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
A sala escura e cheia de gente empurrou os nossos corpos um contra o outro e, quando dei por mim, embalados por aquela voz rouca e quente vinda das colunas da aparelhagem, tinha a minha mão encostada à tua, o meu pescoço encaixado no teu ombro e não havia um centimetro do meu corpo que não sentisse o teu (e o desejasse). Queria que naquele instante me tivesses olhado e bebido a minha alma com a avidez que eu desejava beber a tua e que tão harmoniozamente, como os nossos lentos movimentos compassados, ambas se fundissem e se espalhassem pela sala, sem corpo, sem barreiras, sem desejos.
Mas não me olhaste e passado pouco tempo (pareceram me segundos) de novo fomos afastados, como se os nossos corpos não tivessem vida própria, arrancados um do outro para sentidos opostos. Não creio que quisesses, tal como eu não quis, não creio que sentisses, tal como eu senti.
Dei uma volta rápida à sala, peguei num copo de vinho e voltei para ao pé da aparelhagem. Passamos, assim, a noite lado a lado, perto das colunas de onde vinha a voz roca e quente, sem dizer uma palavra, passeando os olhos pela sala, desviando os olhos de ti, de mim. Trocadas algumas palavras por força da ocasião, seguiu-se o silêncio, não dele, meu. Perdi a fala.
sábado, 20 de março de 2010
"Life is messy, yeah? All these unrelated events — inane, monotonous, trivial — threaded together by time. When you die, someone ties the thread together, maybe even in a bow, but there's still no shape to it. And without shape, there is no meaning. Most lives are shapeless, and that's OK, because you know what else is shapeless? The night sky — or it would be if someone hadn't drawn Orion and Pegasus and Cassiopeia onto heaven's canvas."
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Bago a bago adocico o meu desejo de ti, letra a letra construo o nosso alfabeto e página a página escrevo o nosso livro.
Enquanto te espero, enquanto te sonho, enquanto te quero.
E quando não quiser, quando não sonhar, quando não esperar mais, encerro o nosso segredo nas estrelas e nelas ele viverá.
Até que um dia, uma sobrevivente, que sabe, volte a esperar-te, a sonhar-te, a querer-te...
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
500 days of summer
"Tom Hansen of Margate, New Jersey, grew up believing that he'd never truly be happy until the day he met the one."
A última frase pode perfeitamente descrever cada um de nós, nem que seja nos dias em que a falta de controle sobre tudo o que ocorre à nossa volta se evidencia. Uma coisa sobre seres humanos é que não fazemos a mínima ideia de como dar valor à única oportunidade que nos foi dada de vida. Incapazes de uma contínua satisfação com os pormenores de todos os dias, encontramo-nos constantemente à procura de novos elementos que reavivam um sentimento de alegria. E quando encontrando, passado algum tempo, mesmo este se torna mundano. Confiamos assim a buscar pela felicidade num único factor que não temos. Factor este que preenche grande parte dos nossos pensamentos.
O único problema desta solução, que por escrito se torna bastante simples, é como é que tal pressuposto se torna concretizável, quando as possibilidades de intersecção entre o conjunto pelo qual sentimos um incontrolável desejo de atracção e o conjunto de quem sente o mesmo por nós são tão mínimas?
Além do mais a tentativa de aproximação com alguém é perfeitamente masoquista, cheio de receios, medos, e análises vezes sem conta de como proceder, ou de como deveríamos ter procedido. Varias hora de auto-análise, de esperanças infundáveis e outras de desistências.
Bem... talvez um dia tudo valha a pena.
O único problema desta solução, que por escrito se torna bastante simples, é como é que tal pressuposto se torna concretizável, quando as possibilidades de intersecção entre o conjunto pelo qual sentimos um incontrolável desejo de atracção e o conjunto de quem sente o mesmo por nós são tão mínimas?
Além do mais a tentativa de aproximação com alguém é perfeitamente masoquista, cheio de receios, medos, e análises vezes sem conta de como proceder, ou de como deveríamos ter procedido. Varias hora de auto-análise, de esperanças infundáveis e outras de desistências.
Bem... talvez um dia tudo valha a pena.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Já foi
E é bom quando o presente começa a escorregar naturalmente e subtil para o passado, deixando cada coisa no seu devido lugar.

O cansaço do momento, quando não é excitante, faz com que pensemos muitas vezes que não vale a pena tanto esforço, mas depois quando finalmente nos conseguimos distanciar dos acontecimentos conseguimos ver com mais clareza os frutos do ontem.
Por vezes bons por vezes maus e é ai que nos questionamos sobre os "se" que flutuam nas ondas do mar navegado e sem retorno: "e se eu tivesse sido mais simpatica...", "e se eu tivesse ido...", "e se eu não tivesse dito aquilo, tivesse ficado calada" tudo teria sido diferente, é verdade. Mas é impossível prevermos o que aconteceria se tivessemos a oportunidade de mudar uma vírgula que fosse do nosso passado. Os resultados podiam ser ainda piores!
Resignamo-nos, então?
Eu vou-me deixar ficar pelo passado...
O cansaço do momento, quando não é excitante, faz com que pensemos muitas vezes que não vale a pena tanto esforço, mas depois quando finalmente nos conseguimos distanciar dos acontecimentos conseguimos ver com mais clareza os frutos do ontem.
Por vezes bons por vezes maus e é ai que nos questionamos sobre os "se" que flutuam nas ondas do mar navegado e sem retorno: "e se eu tivesse sido mais simpatica...", "e se eu tivesse ido...", "e se eu não tivesse dito aquilo, tivesse ficado calada" tudo teria sido diferente, é verdade. Mas é impossível prevermos o que aconteceria se tivessemos a oportunidade de mudar uma vírgula que fosse do nosso passado. Os resultados podiam ser ainda piores!
Resignamo-nos, então?
Eu vou-me deixar ficar pelo passado...
(pelo menos por hoje.)
Maria Ofélia
Maria Ofélia
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
(e se ela sente, eu também sinto!)

Sinto,
não me perguntes porquê,
mas hoje sinto uma onda de optimismo.
Não me perguntes porquê,
mas sinto
e quero sentir
e apetece-me, simplesmente, ir para baixa e falar com pessoas.
A baixa, porque era onde estavamos sempre,
a ver pessoas...
Mas tenho que estudar.
Mas com isso nem me importo muito,
porque sinto mais,
sinto que agora estamos cheias de possibilidades.
by Ofélia
(espero que não fiques muito zangada)
(espero que não fiques muito zangada)
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