
Será um lema de algum estudante trabalhador num bar em part time? Não. É uma ideia de um professor catedrático vencedor do Prémio Pessoa e fundador de uma das mais reputadas empresas nacionais, a YDreams. Num país em que até há bem poucos anos parecia bem dizer-se que havia doutores a mais e que a educação era um luxo caro e uma área em que era preciso poupar, António Câmara fala à Aula Magna de atitudes diferentes face ao ensino superior.
A ideia de que estudar só pode ser um prazer ou, então, não faz sentido não é nova, mas parece que custa a entrar. Parece que sobrevive ainda a ideia de que o saber é algo de chato e que o bar é o lugar da pura desbunda em que os estudantes fogem da seca das aulas. Talvez ainda haja demasiados estudantes em Portugal quem estão a estudar o que os papás quiserem e não o que eles queriam. Talvez ainda haja demasiados estudantes a tirar um canudo em vez de aprenderem o que gostam. «Deviamos apostar no conhecimento ou na riqueza?» António Câmara no seu livro Voando com os pés na terra, explica como esta questão esteve em discussão em 1548. Diz ele: «A maioria inclinou-se para a riqueza e os resultados são conhecidos». Dizemos nós que Portugal, na sua sede de riqueza, nos séculos seguintes, conseguiu transformar-se num dos países mais pobres da Europa. Faltou o conhecimento.
Assim, da mesma forma que as pessoas que apostam em cursos de que não gostam hão-de ser maus profissionais, também os países que encaram as universidades e o saber como um luxo em que é preciso poupar se têm mantido subdesenvolvidos.
Afinal, aprender no bar e curtir nas aulas será irresponsável? Ou não serão os marrões e os poupadinhos da educação os irresponsáveis?
Certo é que não faltam estudantes com criatividade. (...) Onde estão as universidades e os politécnicos para realizar todo esse potencial?
A ideia de que estudar só pode ser um prazer ou, então, não faz sentido não é nova, mas parece que custa a entrar. Parece que sobrevive ainda a ideia de que o saber é algo de chato e que o bar é o lugar da pura desbunda em que os estudantes fogem da seca das aulas. Talvez ainda haja demasiados estudantes em Portugal quem estão a estudar o que os papás quiserem e não o que eles queriam. Talvez ainda haja demasiados estudantes a tirar um canudo em vez de aprenderem o que gostam. «Deviamos apostar no conhecimento ou na riqueza?» António Câmara no seu livro Voando com os pés na terra, explica como esta questão esteve em discussão em 1548. Diz ele: «A maioria inclinou-se para a riqueza e os resultados são conhecidos». Dizemos nós que Portugal, na sua sede de riqueza, nos séculos seguintes, conseguiu transformar-se num dos países mais pobres da Europa. Faltou o conhecimento.
Assim, da mesma forma que as pessoas que apostam em cursos de que não gostam hão-de ser maus profissionais, também os países que encaram as universidades e o saber como um luxo em que é preciso poupar se têm mantido subdesenvolvidos.
Afinal, aprender no bar e curtir nas aulas será irresponsável? Ou não serão os marrões e os poupadinhos da educação os irresponsáveis?
Certo é que não faltam estudantes com criatividade. (...) Onde estão as universidades e os politécnicos para realizar todo esse potencial?
António Câmara,
in Aula Magna
in Aula Magna
é assim mesmo...depois fica com ferrugem!:P
ResponderEliminarO problema é quando se gosta do que se estuda, mas aparecem lá uns papões de cadeiras que não têm interesse nem para o menino jesus..lool
ResponderEliminarlol e isso mesmo.. x)
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